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Além do Horizonte

Neste blog poderá encontrar temas relacionados com a inclusão, a forma de descomplicar e informar sobre a cegueira, bem como as dificuldades que sentimos no dia-a-dia.

Além do Horizonte

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Modelos de curriculo

24.09.20, Além do Horizonte

Neste post pretendo fazer uma abordagem genérica sobre a elaboração do currículo, dada a importância que este documento tem para a integração no mercado de trabalho,  pelo que nesta fase prévia, considero relevante referir que não existe um modelo único e totalmente eficaz, sendo que o modelo escolhido está sempre revestido de alguma subjetividade, uma vez que essa seleção deverá ser feita com base no perfil profissional de cada pessoa e tendo em consideração a função para a qual se está a candidatar.

Existem múltiplos modelos que poderão ser utilizados, alguns mais conservadores, outros mais arrojados, sendo que em caso de dúvida, na minha opinião, será sempre preferível optar por um modelo mais conservador e convencional, ao invés de arriscar na elaboração de um currículo mais arrojado e inovador, uma vez que em termos práticos o efeito poderá ser contraproducente.

Se um profissional se estiver a candidatar a uma função cujo conteúdo funcional implique contacto com o público, ou exija uma vertente mais criativa, considero que nesse caso em específico será uma tremenda mais-valia a elaboração de um currículo mais criativo que permita demonstrar algumas das características que a empresa está à procura, permitindo-lhe, dessa forma, diferenciar-se positivamente em relação aos restantes candidatos, podendo utilizar, por exemplo, um vídeo currículo ou uma apresentação em formato multimédia, uma vez que esses modelos permitirão dar a conhecer ao empregador algumas das suas características, nomeadamente, capacidade de comunicação, postura, criatividade, entre outros elementos de caráter mais genérico que possam ser valorizados pela empresa, conseguindo, desse modo, despertar o interesse para que o convoquem para uma entrevista presencial, aliás, é esse o principal objetivo de todos os profissionais quando elaboran um currículo.

Pelo contrário, se a função para a qual se está a candidatar for de cariz mais operacional ou administrativo, onde o contacto com o público seja praticamente inexistente e a capacidade criativa não seja o elemento de maior relevo, considero que o mais adequado será a utilização de um modelo mais tradicional de currículo em papel, uma vez que o risco das coisas correrem menos bem será menor, pelo que através de uma escrita cuidada, deverá apresentar as informações relevantes de forma clara, sucinta e objetiva, retirando tudo o que é acessório e de menor importância, aumentando, dessa forma, as probabilidade de se conseguir destacar e ser convocado para uma entrevista presencial. 

Evidentemente, trata-se de uma perspetiva pessoal, sendo que é perfeitamente natural que existam perspetivas distintas relativamente a esta matéria, face à subjetividade que está subjacente à elaboração de um currículo, mas em todo o tipo de situações relacionadas com o recrutamento e seleção, penso que o ideal será não arriscar, evitando, desse modo, ser eliminado numa fase preliminar sem ter tido a possibilidade de demonstrar as suas características genéricas e específicas numa entrevista presencial, algo que não é de todo desejável.

A elaboração de um currículo com demasiada informação, na maioria dos casos, é contraproducente, uma vez que o entrevistador não terá tempo para fazer a destrinça entre o que é absolutamente essencial e oque é meramente acessório, pelo que, do meu ponto de vista, cabe ao candidato facilitar a vida ao entrevistador, retirando do currículo todo o tipo de informação que não tenha relevância para o exercício das funções para as quais se está a candidatar, nomeadamente, cursos de formação profissional de pequena monta, que em nada contribuem para a sua diferenciação positiva em relação aos restantes candidatos.

Nos próximos posts relacionados com este tema, farei uma abordagem mais pormenorizada e específica sobre cada um dos pontos que na minha opinião deverão constar num currículo, ressalvando sempre que se trata de uma perspetiva pessoal. 

João Ferreira

Bons horizontes

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